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HOMENAGEM AO BTL.SUEZ

2°remessa
----- Original Message -----
From: Dep. João Campos                                                                                                                      
Sent: Tuesday, October 30, 2007 8:02 AM

 
Ac. Sr. Salim
 
                    Segue em anexo os referidos discursos da Sessão Solene homenagem aos 50º do Batalhão de Suez.
                    Atenciosamente,       
                    Marcos Vinícios
 

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 301.1.53.O Hora: 15:33 Fase: HO
Orador: PRESIDENTE Data: 26/10/2007




O SR. PRESIDENTE (João Campos) - Neste momento, assistiremos à apresentação de um vídeo.
(Exibição de vídeo.)l
O SR. PRESIDENTE (João Campos) - Quero registrar a presença de alguns amigos que prestigiam esta sessão solene: Sr. Lourival Sobrinho Silvestre; Sr. Waldemar Barbosa de Lima; Sr. José Pascoal Neto; Sr. Jorge Barbosa de Oliveira; Sr. Luís Paulo; Sr. João Carlos Martins; Sra. Mônica Angélica Carreira Fragoso; Sr. Alex Laquis Resende, professor universitário do Departamento de Ciências Contábeis da UnB; Sra. Maria Celeste da Silva; Sra. Alexandrina Jacinta Borges Villela; Sra. Eliane Laquiz, assistente, servidora da Secretaria de Educação; Prof. Evaristo Porto; Sr. Sebastião Silva, Conselheiro do Batalhão Suezno Rio de Janeiro; Sr. Pantaleão Soares de Barros, Oficial do Exército, reformado; e Sra. Margarida Gomes, do Ministério da Saúde.
Sejam bem-vindos! É um prazer poder contar com a presença de todos os senhores e de outras pessoas cujos nomes não tivemos a oportunidade de registrar.
Quero tecer algumas considerações acerca desta sessão solene. Faço isso em meu nome pessoal, em nome do meu partido, o PSDB, e, particularmente, em nome da Câmara dos Deputados.
O Deputado Arlindo Chinaglia, impossibilitado de estar presente nesta oportunidade, como era o seu desejo, pediu-me que transmitisse a todos os senhores votos de consideração, de apreço, de muito carinho e respeito.
Inicialmente, portanto, em meu nome e no da Câmara dos Deputados, dou boas-vindas aos ilustríssimos convidados que vieram a esta sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem ao 50º Aniversário do Batalhão Suez.
Esta é uma homenagem que prestamos aos Soldados da Paz, que, longe do território nacional, integraram a primeira força de emergência das Nações Unidas em missão de paz, cujo objetivo da missão foi manter um corredor separando as forças egípcias das israelenses na Faixa de Gaza e no deserto do Sinai, no Egito.
A primeira experiência histórica das Forças Armadas brasileiras em missão de paz da ONU, senhoras e senhores, foi o envio de um Batalhão de Infantaria, o Batalhão Suez, de aproximadamente 600 homens, ao Egito, cujos membros se revezavam ao todo em 20 contingentes, renovados 2 vezes por ano, de tal forma que cada contingente permaneceu, em média, pouco mais de 12 meses integrando a Força de Emergência das Nações Unidas — UNEF, organizada com a finalidade de separar forças egípcias e israelenses.
O Batalhão de Infantaria de Deodoro, Rio de Janeiro, contribuiu, no período de permanência do Batalhão Suez no Egito, com um efetivo acumulado de aproximadamente 6.300 homens, durante mais de 10 anos de missão de paz.
O Brasil exerceu o comando operacional dessa força de emergência de janeiro a agosto de 1964, ocasião em que as tropas das Nações Unidas foram comandadas pelo General Carlos Paiva Chaves e, de janeiro de 1965 a janeiro de 1966, sob o comando do General Sizeno Sarmento.
Há meio século, senhoras e senhores, estourou o conflito em torno do Canal de Suez, no Oriente Médio. Construído pelos franceses e controlado pela grande potência imperial da época, a Grã-Bretanha, o canal foi nacionalizado pelo líder egípcio Gamal Abdel Nasser no início de 1956.
Para entendermos a importância do Batalhão Suez naquele momento crítico da história da civilização, faz-se necessária uma singela incursão na política internacional após a Segunda Guerra Mundial, ocasião em que a população mundial acompanhava temerosa as incursões políticas e militares das 2 potências nucleares de então, os Estados Unidos da América e a União Soviética, que tinham dividido o mundo entre si em áreas sob influência delas.
A nacionalização do Canal de Suez por Nasser desagradou os britânicos, que não aceitaram perder o controle do estratégico canal e, depois de uma combinada invasão com Israel, os 2 países enviaram tropas e ocuparam o Deserto do Sinai em ambos os lados do Canal, em 29 de outubro de 1956.
O conflito ameaçava estender-se por todo o Oriente Médio e envolver as potências militares da época, repito, os Estados Unidos da América e a União Soviética. No dia 7 de novembro de 1956 as hostilidades cessaram devido àforte pressão dos Estados Unidos da América e da Organização das Nações Unidas, a ONU, obrigando as tropas invasoras a se retirarem. Foi uma derrota política e militar para o governo britânico da época.
O Canal de Suez era e é, atualmente, uma rota comercial marítima de suma importância para a Europa, os países asiáticos e a África Oriental. Passavam por suas águas, naquela época, 50% do comércio mundial marítimo, e o fracasso militar e suas dramáticas conseqüências são observados até hoje.
As frágeis e conflituosas relações de Israel — desde sua criação, em 1948 — com os países árabes repercutem ainda hoje, como o ocorrido recentemente, quando o premier britânico Tony Blair teve de responder no Parlamento Britânico por uma investigação sobre a atuação do governo da época, dirigido pelo primeiro-ministro trabalhista Sir Anthony Eden, que renunciou 6 meses após o conflito.
A razão da nacionalização da Companhia do Canal de Suez, segundo historiadores, foi alçar Gamal Abdel Nasser como um líder forte no Oriente Médio, que tinha como propósito a união dos países árabes, o pan-arabismo.
Nasser reivindicava para seu povo o controle total do canal, para usufruir não só econômica, mas também politicamente, dos navios que ali passavam. Dessa forma, o Presidente defendia sua decisão de nacionalizar o canal e acusava a Inglaterra e a França de colonialismo.
Por ironia da história, senhoras e senhores, foi a intervenção americana quem salvou o Egito, que saiu como vencedor do conflito. Os russos tinham entrado na Hungria para combater uma rebelião anticomunista e os Estados Unidos não tinham como condenar esta intervenção e, ao mesmo tempo, defender a invasão franco-britânica. Naquela época, os Estados Unidos eram contra o colonialismo europeu, porque queriam ocupar um papel dominante no mundo. A presença britânica no Oriente Médio impedia essa influência e causava irritação profunda.
O conflito em Suez foi um marco para a ONU, que passou definitivamente a influir e a intervir nos conflitos internacionais, visto que na Assembléia Geral das Nações Unidas, reunida em 7 de novembro de 1956, tomou a resolução que exigiu a imediata retirada dos 3 exércitos invasores da região. Em seu lugar, soldados das Nações Unidas ocuparam a região por 10 anos, para manter a paz local. Nesse período, nosso País, o Brasil, junto a outros, enviou os soldados conhecidos mundialmente pelo apelido de Boinas Azuis.
Apesar de ser chamada Guerra de 1956 ou Crise de Suez, tecnicamente ela termina apenas com a retirada das tropas israelenses da Península do Sinai, em março de 1957, portanto, há 50 anos.
Como a guerra foi esquecida, também foi esquecido o ultimato soviético de atacar capitais européias com armas nucleares se não cessassem os combates.
Por tudo isso, os Boinas Azuis, mesmo após tantos anos, e apesar da facilidade que temos de esquecer os feitos de nossos heróis, continuam a merecer o profundo respeito do povo brasileiro e dos amantes da paz de todo o mundo, pois a intervenção pacífica deles trouxe a distensão militar na região dos conflitos e a paz prosperou.
Falar sobre o Batalhão Suez é tratar da história de muitos jovens que, no auge da juventudes, entregaram-se material e espiritualmente; falar dessa missão é contar as imensas dificuldades por que passaram nossos soldados em 10 anos de missão no Oriente Médio. Esses bravos soldados operaram numa das regiões mais hostis do mundo, sob clima absurdo de 50 graus positivos ao dia e 3 graus negativos à noite, tempestades de areia, idioma e costumes totalmente estranhos, patrulhas noturnas, campos minados, que submetiam a frangalhos os nervos dos nossos soldados, e tudo isso sem contar a imensa saudade da família, dos amigos e da Pátria. Pois foi nesse cenário que cada soldado passava 14 meses agarrado ao seu fuzil, vivendo o tédio e a solidão do deserto. Tudo isso os soldados suportavam com valentia e dedicação; a convivência pacífica entre árabes e judeus é o que fortalecia os propósitos de manutenção da paz.
Pois nem diante de tantas adversidades houve um só ato de insubordinação ou de indisciplina que pudesse macular a honra do nosso exército ou do nosso País. A guerra foi curta, mas cruel, sangrenta e absurda, como de resto são todas as outras guerras. Essa guerra trouxe na sua essência um ensinamento. Nós devemos aprender a valorizar uma das coisas mais importantes da Nação brasileira, quem sabe, sua maior riqueza: quanto vale essa paz que graças a Deus se eterniza em nossa terra. A paz é um valor imensurável!
Foi desse valor descoberto que nasceu dentro de cada um de nós brasileiros um enorme amor por essa mãe terra, um enorme amor por essa mãe pátria, essa mãe que por vezes vêalguns de seus tratá-la tão inconseqüentemente, esses filhos que, agarrados às suas mamas, profanam essa mãe em nome do néctar da soberba e do enriquecimento ilícito.
Já na nova ordem constitucional posterior a outubro de 1988, houve pelo menos 2 tentativas de proposta de emenda à Constituição no sentido de conferir aos ex-integrantes da UNEF os mesmos direitos que assistem aos Pracinhas da FEB e aos seringueiros daquela época.
Em 1995, o Deputado Federal Sérgio Barcellos apresentou PEC que dava nova redação ao art. 54 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), igualando os Boinas Azuis aos Soldados da Borracha.
Mais tarde, em 2001, foi a vez do Deputado Federal Simão Sessim propor alteração do art. 53 do mesmo ADCT, que trata dos ex-combatentes da guerra mundial. Ambos os projetos estão hoje nos arquivos da Casa, rejeitados não entendo bem por quê.
Para encerrar, senhoras e senhores, é importante enfatizar que todos foram voluntários, abraçando a causa da pacificação do mundo, antes de tudo, por dedicação e por amor ao Brasil e a seu histórico compromisso de promoção da harmonia entre os povos.
Era o que tinha a dizer. (Palmas.)

 

 

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Com redação final
Sessão: 301.1.53.O Hora: 16:00 Fase: HO
Orador: ZEQUINHA MARINHO Data: 26/10/2007

 

 

 




O
SR. PRESIDENTE
(João Campos) - Concedo a palavra ao Sr. Deputado Zequinha Marinho, que falará pelo PMDB.
O SR. ZEQUINHA MARINHO (Bloco/PMDB-PA. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em nome do PMDB faço esta homenagem aos 50 anos do Batalhão Suez, que marca o registro histórico da participaçãodo Exército Brasileiro na força de paz criada pela ONU em 1956.
Naquele momento, o mundo vivia as tensões da Guerra Fria, e havia grande temor de que os ódios acumulados pela Segunda Guerra pudessem transbordar para um conflito ainda maior, com a ameaça de utilização de bombas atômicas.
A criação da Força de Emergência das Nações Unidas teve como alvo específico os conflitos entre árabes e israelenses. Foi um marco importante, pois indicou a disposição das Nações Unidas de atuarem diretamente na prevenção de guerras regionais.
A Força Internacional de Paz, composta inicialmente por 10 países (Brasil, Canadá, Colômbia, Dinamarca, Finlândia, Índia, Indonésia, Iugoslávia, Noruega e Suécia) e situada na Faixa de Gaza, recebeu como missão supervisionar a Linha de Demarcação do Armistício que separava Egito e Israel.
Foram 10 anos de missão de paz, entre 1957 e 1967, período em que houve a participação de 20 contingentes, num total aproximado de 6 mil soldados e oficiais brasileiros, cuja base de operações foi a localidade palestina de Rafah.
É muito importante destacar essa primeira participação do Exército Brasileiro nessa força de paz da ONU, pois ela revela, antes de mais nada, o compromisso de nossas Forças Armadas com a busca de acordos que garantam a paz mundial.
Desde então, o Brasil tem respondido prontamente às demandas internacionais de grupos de paz como aqueles formados para agir na prevenção de conflitos armados, como foram os casos recentes de Timor Leste e Haiti.
Esta homenagem é, portanto, dirigida aos soldados brasileiros que têm arriscado a vida em ações que têm como último a construção da paz mundial.
Nesta ocasião, aproveitamos também para registrar nossa solidariedade a todos os soldados que participaram do Batalhão Suez e que, com muita justiça, esperam ver reconhecidos pela sociedade o empenho e a dedicação com que representaram a Pátria brasileira naquele momento decisivo da História.
O Brasil tem sempre demonstrado a vocação pacifista de seu povo, atuando seja pela via diplomática seja pela via da solidariedade às ações preventivas realizadas pelas forças da ONU.
A participação na Força de Emergência das Nações Unidas foi um feito glorioso que engrandece nossas Forças Armadas, e é com muita justiça que hoje celebramos o cinqüentenário daquele acontecimento.
Por tudo isso, nós do PMDB reiteramos nosso respeito pelos integrantes do Batalhão Suez e nossa gratidão.
Obrigado. (Palmas.)

 

 
1°remessa
 
Data: 26/10/2007 Btl. Suez!

João Campos homenageia 50 anos do Batalhão de Suez

Brasília (26 de outubro) - A pedido do deputado João Campos (GO), a Câmara realizou nesta sexta-feira sessão solene em homenagem ao 50º aniversário do Batalhão de Suez. O tucano explicou que o envio da tropa ao Egito foi a primeira experiência histórica das Forças Armadas Brasileiras em Missão de Paz da ONU. O objetivo dos soldados era manter um corredor separando as forças egípcias das israelenses na Faixa de Gaza e no deserto do Sinai.

BOINAS AZUIS

De acordo com Campos, o conflito em Suez passou a influir e a intervir nos embates internacionais, visto que na Assembléia Geral das Nações Unidas, reunida em 7 de novembro de 1956, a ONU tomou a resolução que exigiu a imediata retirada dos três exércitos invasores da região. "Em seu lugar, soldados das Nações Unidas ocuparam o local por 10 anos e, nesse período, o Brasil, junto a outros países, enviou os soldados conhecidos mundialmente pelo apelido de boinas azuis", lembrou.

O deputado também destacou a história dos jovens que enfrentaram grandes dificuldades durante os 10 anos de missão no Oriente Médio. "Esses bravos soldados operaram numa das regiões mais hostis do mundo, sob clima absurdo, tempestades de areia, idioma e costumes totalmente estranhos, patrulhas noturnas, campos minados, que submetiam a frangalhos seus nervos. Tudo isso sem contar a imensa saudade da família, dos amigos e da Pátria", observou Campos.


Fonte: Agência Tucana

 

Foi grande a dificuldade no sentido de conseguir o pronunciamento do Deputado João Campos em plenário. mas conseguimos algumas palavras sobre o pronunciamento que homenageava o Batalhão Brasileiro, alusivo ao 50º Aniversário do Btl. Suez. Segue comentário sobre o texto. Grande abraço e viva o invicto Btl. Suez.José Maria de A. Paiva (pqdt1970). >>>pqdt1970@hotmail.com <<<


de Theodoro da Silva Junior <theojr@terra.com.br>
data 27/10/2007 19:26
assunto HOMENAGEM AO BTL.SUEZ MEPLENÁRIO

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