Carta do legendário faraó MAGALHÃES que foi remetida ao Presidente da Comissão de Outorgas da ABIBS/RS , o nosso entusiasta amigo e grande faraó Sérgio Luiz Dias, enaltecendo e agradecendo pelo recebimento da concessão do título de CÔNSUL DA ABIBS/RS em São Paulo.

Da esq.p/dir.: Wilton Melo Garcia ( Pres.ABIBS/RS), Theodoro da Silva Jr.(Consul ABIBS/RS no Paraná) Dacilio A.Magalhães (Novo Consul ABIBS/RS em São Paulo) e Fernando Vargas Neto ( Consul ABIBS no Rio)
Na foto acima, companheiro Dacílio A.Magalhães do 3º Contingente, já no encerramento da solenidade do dia 31/07/04, aniversário da partida do 4º Contingente ao Egito , ainda no interior do 20º BIB, está mostrando o diploma recebido de Cônsul da ABIBS/RS em São Paulo.
Caro
colega de luta
Sergio
Luiz Dias
Sou carioca de nascimento, paulista por convicção, pois aqui eu me realizei
profissionalmente e formei uma família que me dá a consciência do dever
cumprido e agora me sinto mais gaúcho do que nunca; gaúcho de coração por
ter sido acolhido por um povo amigo, anfitrião por natureza, idealista e,
sobretudo, capaz de levar a bom termo uma missão pouco reconhecida pelos nossos
irmãos de bandeira, mas enaltecida pela Comunidade Internacional. Sinto-me no
dever de agradecer essa confiança e de através desse documento prometer
fidelidade a essa Associação e realizar, acima dos meus interesses, todo um
trabalho inerente ao cargo que recebi durante a solenidade do dia 31 de julho último
no 20° Batalhão de infantaria Blindado. A medalha da Ordem do Mérito do
Batalhão Suez e o título de Cônsul da Associação dos Integrantes do Batalhão
Suez / Rio Grande do Sul, completam um ciclo na minha vida e me faz pensar o quão
importante foi a minha decisão em janeiro de 1958 de me candidatar a uma vaga
no 3° Contingente do Batalhão Suez.
Dirão os invejosos, os incompetentes, os que nada fizeram que os gaúchos estão
querendo aparecer e que o 20° Contingente nem tempo teve de sentir a “Solidão
do Deserto”. Eu utilizando palavras do colega Ademar Vargas de Freitas do 13°
Contingentes, escritas no jornal Diário de Notícias de 06 de agosto de 1967,
afirmo também que três meses é o tempo suficiente para um brasileiro (gaúcho)
criar amor por uma terra árida e pobre; três meses é o tempo suficiente para
um brasileiro (gaúcho) fazer amizade com um árabe de pele queimada de sol e de
fala chorosa, mesmo que ainda desconfie do preço que ele cobre por uma lanterna
made in china ou por uma corrida de táxi até Gaza, mas três meses é mais do
que o suficiente para sentirem saudades do Brasil e dos familiares que eles
deixaram a mais de nove mil milhas. Três meses é um tempo terrivelmente longo
quando se sente os morteiros caírem sobre nossos pés e as balas de
metralhadoras passarem rentes aos nossos ouvidos e acredito que ninguém
gostaria de ir para uma missão e ali ver um colega tombar, sepultá-lo, exumá-lo,
transportá-lo por mais de trinta dias e entregá-lo a seus familiares no
Brasil.
A missão Suez começou com homens enterrando cadáveres vítimas da Guerra de
Suez, com outros retirando minas com as próprias mãos para que no Campo Brasil
pudessem ser erguidas as Barracas de Lona onde seriam acomodados os nossos “pés
de poeira”; com tantos outros modernizamos as diversas instalações ao longo
da Linha de demarcação e com a maioria mantivemos a paz de fevereiro de 1957 a
junho de 1967.
Os Gaúchos saíram do Brasil com frio intenso e chegaram ao Egito com um calor
sufocante, enfrentaram a Guerra dos Seis Dias e sem esboçar qualquer resistência,
se comportaram como verdadeiros pacificadores, mesmo vendo tombar um irmão de
bandeira e só retornaram ao Brasil porque a ordem era essa. Foi uma retirada
imposta pela ONU, Ma nunca uma retirada covarde. Os Gaúchos não encerraram
somente a Missão Suez, mas ao saírem da faixa de Gaza, deixaram escrito com
letras de sangue brasileiro nas areias quente de um verão egípcio as seguintes
palavras:
FIM
DA MISSÃO UNEF-1
Estava demorando muito e essa demora contrariava as Leis da física que diz que
o “quente” tende a subir; portanto esse calor da Missão Suez em combinação
com os fluidos que emanam do nosso “Patrono” Cabo Carlos Adalberto Ilha de
Macedo, tem mesmo é que sair daí, cobrir todos esses 8.511.000 Km², ir
subindo até chegar à sede das Nações Unidas, culminando no Comitê Nobel do
Parlamento Norueguês na Noruega. Organismo internacional que nos reconheceu
como verdadeiros reais pacificadores.
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Esse Título e Diploma de Cônsul da ABIBS/RS, foi entregue ao DACÍLIO DE ABREU MAGALHÃES, no decorrer das solenidades do dia 31 de Julho(2004) em Curitiba-Pr, local onde estavam presentes várias Autoridades e Boinas Azuis, e foi um dos muitos momentos emocionantes daquele evento.Na oportunidade deixo registrados meus parabéns ao Grande ao Magalhães, sabendo que todo o Boina Azul estará muito bem representados, pois se trata de uma figura humana amiga, entusiasta e dedicada a grande causa de fraternidade entre todos os Soldados da Paz. |
De: Theodoro <theojunior@uol.com.br>
Data: Mon, 2 Aug 2004 11:09:34 -0300