O Papiro
(fundo de papiro)
VOCÊ SABIA QUE...
O Papiro é uma planta aquática,
difundidíssima nas baixas águas paludosas da Palestina, da Síria, da áfrica
tropical e meridional. Ela cresce, porém muito florescente no alto Nilo.
Os egípcios antigos já a conheciam
bem; amiga dos pântanos, ela ocupa grande áreas e, por muitos séculos,
entre seus espessos arbustos, mergulharam, imperturbáveis as rãs e outros
pequenos animais aquáticos. Depois os egípcios descobriram quanto poderia
ser útil, tal planta que, tão freqüentemente dificultava sua navegação
no rio.
Os mais pobres indígenas passaram a
se alimentar de suas raízes ricas em substâncias açucaradas e alguns
deles lhes atribuíam propriedades medicinais. Os gregos validaram essas
crenças, pois de fato, usaram pacotes de papiros umedecidos para curar
escoriações e achavam que suas cinzas pudessem lenir a dor dos ferimentos.
Os egípcios usaram-no também como
fibra têxtil e disso temos provas, pelas roupas encontradas em seus túmulos;
além disso, serviam-se também para construir frágeis embarcações,
calafetando bem as hastes, assim como fazem ainda hoje, os habitantes do
Lago Tana.
Mas esse humilde caniço fluvial
prestou um serviço ainda mais precioso aos povos antigos: forneceu-lhes o
papel que é justamente denominado Papiro.
Foi o desejo de documentar de maneira
duradoura os eventos de sua época ou de transmitir aos pósteros, os versos
do poeta, que induziu os egípcios, em primeiro lugar, a aproveitar a casca
do Papiro como papel.
As técnicas que eles seguiram,
permaneceu até hoje, quase a mesma, pois o papel de Papiro é ainda
fabricado, por exemplo, na Sicília, onde perto de Siracusa, essas plantas
crescem abundantemente.
Também os romanos conheceram e
usaram largamente o Papiro, que eles adquiriram nos mercados egípcios.
Comerciavam até os papiros usados que lavados, estirados e apagadas as
marcas de tinta, eram cobertos novamente com escritos. Os Generais de Roma,
anotavam neles, as proezas lendárias de suas legiões, os discursos dos
advogados, os versos dos poetas. Poucas noticias na verdade, nós teríamos
das antigas civilizações, se não houvesse existido a alta planta do
Papiro, explorada pelo homem, tão engenhosamente.
Colaboração do simpatizante: Wagner
Lopes da Silva
Publicado no Boletim da ABIBS/SP No.
05 de maio de 1995.
Lembrete
No
“Show das Pirâmides” os apresentadores falam do Papiro e é bom também
que todos nós que vivemos naquela terra milenar, possamos saber a origem do
Papiro e suas utilizações.
(...)
Magalhães
Cônsul
em São Paulo
De: =?Dacilio Magalhaes?= <dacilio@yahoo.com.br>
Data: Tue, 31 Aug 2004 23:11:26 -0300 (ART)