HINOS
O Hino Nacional
Brasileiro
(Revista Nova Escola - Agosto de 1997)

Para muitos, o Hino Nacional não empolga os alunos por ter uma letra
complexa, que exige esforço para ser entendida. A professora Laura
Cristina de Paula acha que é isso que o torna atraente. "Além do desafio
de entender o seu significado, a letra permite dar uma rica aula de
Português", diz ela, que leciona para a 7ª e 8ª série da Escola Caio
Pereira, em Recife (PE). Laura usou o livro O Hino Nacional Brasileiro
(Aldo Pereira, 32 páginas, Grifo, tel. 021-240-7806) para elaborar sua
aula.
Autor de um livro sobre o Hino Nacional, o jornalista Aldo Pereira propõe
que sua letra seja lida na ordem direta para uma melhor compreensão. Ele
fez, também, um glossário com as palavras menos conhecidas.
| A versão no
original... I Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da Pátria nesse instante. Se o penhor desta igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó Liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!
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e na ordem
direta I As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico, e, nesse instante, o sol da Liberdade brilhou, em raios fúlgidos, no céu da Pátria. Se conseguimos conquistar com braço forte o penhor desta igualdade, em teu seio, ó Liberdade, o nosso peito desafia a própria morte! Ó Pátria amada, idolatrada, salve! salve! Brasil, se a imagem do Cruzeiro resplandece em teu céu formoso, risonho e límpido, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança desce à terra. És belo, és forte, impávido colosso, gigante pela própria natureza, e o teu futuro espelha essa grandeza. Ó Pátria amada, Brasil, [apenas] tu, entre outras mil [terras], és terra adorada! Pátria amada, Brasil, és mãe gentil dos filhos deste solo!
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Glossário:
. Margens plácidas - "Plácida" significa serena, calma. Esse é o tom
desses versos. Ao contrário do hino de outras nações, o nosso não fala em
guerras
. Ipiranga - É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a
independência. O Ipiranga nasce junto ao zoológico da cidade de São Paulo
. Brado retumbante - Grito forte, que provoca eco
. Penhor - Usado de maneira figurada, "penhor desta igualdade" é a
garantia, a segurança de que haverá liberdade
. Imagem do Cruzeiro resplandece - O "Cruzeiro" é a constelação do
Cruzeiro do Sul, que brilha, ou resplandece, no céu
. Impávido colosso - "Colosso" é o nome de uma estátua de enormes
dimensões. Estar "impávido" é estar tranqüilo, calmo
. Mãe gentil - A "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende seus
"filhos", os brasileiros, como qualquer mãe
. Florão - "Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de
construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso
da América
. Garrida - Enfeitada, que chama a atenção pela beleza
. Lábaro - "Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos. Aqui é
sinônimo de bandeira
. Clava forte - Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo.
No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra
From:
EDIVALDO BARBOSA RODRIGUES DE SOUSA <edivaldobsousa@ig.com.br>
Date: 21/07/2008 18:51
Subject: Hino Nacional- Explicação

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I Ouviram
do Ipiranga às margens plácidas De
um povo heróico o brado retumbante, E
o sol da liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou
no céu da Pátria nesse instante. Se
o penhor dessa igualdade Conseguimos
conquistar com o braço forte, Em
teu seio, ó Liberdade, Desafia
o nosso peito a própria morte! Ó
Pátria amada, Idolatrada, Salve!
Salve! Brasil,
um sonho intenso, um raio vívido De
amor e de esperança à terra desce, Se
em teu formoso céu, risonho e límpido, A
imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante
pela própria natureza, És
belo, és forte, impávido colosso, E
o teu futuro espelha essa grandeza! Terra
adorada,
Entre outras mil, És
tu, Brasil, Ó
Pátria Amada! Dos
filhos deste solo és mãe gentil Pátria
amada, Brasil!
II Ao
som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras,
ó Brasil, florão da América, Iluminado
ao sol do Novo Mundo! Do
que a terra mais garrida Teus
risonhos, lindos campos têm mais flores; “Nossos
bosques têm mais vida”, “Nossa
vida” no teu seio “mais amores”. Ó
Pátria amada, Idolatrada, Salve!
Salve! Brasil,
de amor eterno seja símbolo O
lábaro que ostentas estrelado, E
diga o verde-louro desta flâmula -
Paz no futuro e glória no passado. Mas,
se ergues da justiça a clava forte, Verás
que um filho teu não foge a luta, Nem
teme, quem te adora, a própria morte. Terra
adorada,
Entre outras mil, És
tu, Brasil, Ó
Pátria Amada! Dos
filhos deste solo és mãe gentil Pátria
amada, Brasil!
|
HINO
A BANDEIRA
|
I Salve,
lindo pendão da esperança! Salve,
símbolo augusto da paz! Tua
nobre presença à lembrança! A
grandeza da Pátria nos traz. Recebe
o afeto que se encerra Em
nosso peito varonil, Querido
símbolo da terra, Da
amada terra do Brasil! Em
teu seio formoso retratas Este
céu de puríssimo azul, A
verdura sem par destas matas, E
o esplendor do Cruzeiro do Sul. Recebe
o afeto que se encerra Em
nosso peito varonil, Querido
símbolo da terra, Da
amada terra do Brasil!
I
I Contemplando
o teu vulto sagrado, Compreendemos O nosso dever! E o Brasil, por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser! Recebe
o afeto que se encerra Em
nosso peito varonil, Querido
símbolo da terra, Da
amada terra do Brasil!
Nos momentos de festa ou de dor, Paira sempre sagrada a bandeira,
Pavilhão da Justiça e do Amor! Recebe
o afeto que se encerra Em
nosso peito varonil, Querido
símbolo da terra, Da
amada terra do Brasil!
|
HINO
DA INDEPENDÊNCIA
Brava
gente, etc...
Brava
gente, etc...
Brava
gente, etc...
Mal soou na serra, ao longe, Nosso grito juvenil Nos imensos ombros logo A cabeça ergue o Brasil.
Brava
gente, etc...
Parabéns, ó brasileiros, Já com o garbo juvenil, Do universo entre os brasões
Resplandece o do Brasil.
Brava
gente, etc...
Brava gente, etc...
Filhos, clama, caros filhos, É depois de afrontas mil Que a vingar a negra injúria
Vem chamar-nos o Brasil.
Brava gente, etc...
Brava
gente, etc.
Brava gente, etc...
|
HINO
DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
|
Seja
um pálio de luz desdobrado Sob
a larga amplidão destes céus, Vem
remir dos mais torpes labéos! Este
canto rebel, que o Passado Seja
um hino de glória que fale De
esperança de um novo porvir! Com
visões de triunfo embale Quem
por ele lutando surgir! Liberdade!
Liberdade! Abre
as asas sobre nós. Das
lutas nas tempestades Da
que ouçamos tua voz! Nós
nem cremos que escravos outrora Tenha
havido em tão nobre pais... Hoje
o rubro lampejo da aurora Acha
irmãos, nos tiranos hostis Somos
todos iguais! Ao futuro Saberemos
unidos levar Nosso
augusto estandarte que, puro, Brilha,
avante, da Pátria no altar! Liberdade!
Liberdade! Abre
as asas sobre nós. Das
lutas nas tempestades Dá
que ouçamos tua voz! Si
é mister que de peitos valentes Haja
sangue no nosso pendão, Sangue
vivo do herói Tiradentes Balizou
este audaz pavilhão! Mensageiro
da paz, paz queremos, E’
de amor nossa força e poder, Mas
nas guerras nos transes supremos Heis
de ver-nos lutar e vencer! Liberdade!
Liberdade! Abre
as asas sobre nós. Das
lutas nas tempestades Dá
que ouçamos tua voz! Do
Ipiranga é preciso que o brado Seja
um grito soberbo de fé! O
Brasil já surgiu libertado Sobre
as púrpuras régias de pé! Eia,
pois, Brasileiros, avante! Verdes
louros colhamos loçãos! Seja
o nosso país triunfante Livres
terras de livres irmãos! Liberdade!
Liberdade! Abre
as asas sobre nós. Das
lutas na tempestade Dá
que ouçamos tua voz!
|
|
Sobre
a história da Pátria, ó Caxias, Quando
a guerra troveja, minaz O
esplendor do teu gládio irradias, Como
um íris de glórias e de paz. Coro: Salve,
Duque glorioso e sagrado, Ó
Caxias invicto e gentil! Salve,
flor de estadista e soldado! Salve,
herói militar do Brasil. Foste
o alferes que guiando, na frente, O
novel pavilhão nacional, Só
no Deus nos exércitos crente, Coroaste-o
de louro imortal! De
vitória em vitória, traçaste Essa
grande odisséia, que vai Das
revoltas que aqui dominaste, As
jornadas do atroz Paraguai. Do
teu gládio sem par, forte e brando, O
arco de ouro da paz se forjou, Que
as províncias do Império estreitando A
unidade da Pátria salvou. Em
teu nome ó Caxias, se encerra Todo
o ideal do Brasil militar: Uma
espada tão brava na guerra, Que
fecunda na paz a brilhar! Tu,
que foste, qual fiel condestável, Do
dever e da lei o campeão Sê
o indigite sacro e inviolável. Que hoje inspire e proteja a Nação!
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