UMA BANDA QUE FEZ MUITO SUCESSO NO ORIENTE MÉDIO

THE BRAZILIAN BOYS



MATÉRIA QUE FOI VINCULADA EM NOSSO "JORNALZINHO" do Btl.Suez, NA FAIXA DE GAZA, em 1962 sobre a criação da BANDA. Veja na Página do 10º Contingente do Site ( o jornalzinho na íntegra ), que comprova que a Banda foi criada em Suez desde os primeiros Contingentes e, somente ganhou força no nome Oficial de THE BRAZILIAN BOYS a partir de 1962 pelo, então, Sargento NILO - Catarinense do 9º Contingente. Antes desse período não se sabe ao certo qual nome tinha a Banda, embora sempre existiu um grupo de Músicos dos Contingentes do Btl.Suez que se reuniam e difundiam a Musica folclórica do Brasil.


Uma Parte extraída do Jornalzinho "O Voluntário"

Nº 14 Noticiário Quinzenal do III/2ºRI

Rafah - Egito, 25 de agosto de 1962

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B R A Z I L I A N    B O Y S

Eles foram conhecidos em toda Faixa de Gaza, Tocaram também fora da Faixa, em Ismaelia e no Cairo, e são aguardados em Beirute para a última apresentação no Oriente Médio.

Para os que não sabem como surgiu o jaz do Batalhão, então Ten Cel SOTER, para organizar um conjunto musical, a exemplo dos existentes em épocas anteriores. Reuniu em sua Cia., a 7ª., vários elementos de boa vontade e iniciou um árduo trabalho: transformar a boa vontade em música.

Contava com um elemento que, embora amador, possuía já experiência: o Sgt NILO ( 9º Contingente ). Ás notas plangentes da guitarra do NILO, juntou o compasso dos ritmistas da bateria, cabaça, reco-reco, contra-baixo e chocalho. Transformou um desafinado tocador de trombone em razoável saxofonista: o Sd. REIS.

Estava formado o conjunto. A pequena orquestra , porém, atingiu o seu ponto alto pela inclusão do piston do IVAN ( 10º Contingente), nosso já famoso "papagaio", o violão e a voz do ALVARENGA, o "canarinho" da Malaguenha e, ultimamente, o saxtenor do COELHO.

O maior atestado de sucesso dos Brazilian Boys é a coleção de troféus que cada um possui recebidos dos outros Batalhões da UNEF e Clubes onde tocaram. Não raro tivemos de responder cartas, solicitando o jaz, com o tradicional "sorry" , pois já havia outro compromisso marcado.

Muitos fizeram esses alegres rapazes pelo bom nome do Batalhão e pela difusão de nossa música.

Assinalemos um fato que orgulha os Brazilian Boys: todos são ótimos soldados, não tendo nenhuma punição disciplinar.

Já que não podemos transportar para o papel os sons melodiosos de seus instrumentos, vamos ouvir suas palavras, em resposta a perguntas de curiosos:

Cap.DARIO - Foi o "maestro"dos jaz e animador dos programas para nossos soldados do PC da Fronteira.

P.: - Cap. DARIO, que acha de sua experiência como "maestro"?

R. - Uma experiência agradável. Lamento seu término e gostaria de repeti-la.


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Sgt.. NILO - O guitarrista, notável improvisador, e capaz de executar tão bem o nosso "brasileirinho" com "xis-quebab" música egípcia.

P.: Sentiu-se bem acompanhado pelos seus ritmistas e demais elementos?

R.: Sim, não só na música como na amizade, pois são todos ótimos companheiros.

Sd. TRE - o " faz tudo " no ritmo.

P.: Como conseguiu acompanhar a música árabe?

R.: Tocando, momentaneamente, reco-reco pelas castanholas egípcias. Depois, indo a todas as "boites" do Cairo.

Sd. IVAN - o piston mágico.

P.: Você, que fica somente com o COELHO e ALVARENGA, acha que o conjunto vai morrer ou vai continuar?

R.: Lamento a partida de meus companheiros, mas atenho esperança que outros virão substitui-los . O Bom nome que conseguimos não pode ser perdido pela contingência de rotação.

Sd. RODRIGUES - o "Rodrigão" - conhecido em toda Faixa, além do bongô, também passista, de parceria com o LESSA.

P.: Que mais lhe incomoda durante as atuações?

R.: A luz fraca do palco. Ninguém consegue me ver.

Os Sds. CAMPOS ( Bateria ), FELES ( contra-baixo ), LESSA ( chocalho ), COELHO ( sax ) e ALVARENGA ( violão ) não foram encontrados por nossa reportagem, para as perguntas que tínhamos a fazer.

Aos que partem " O VOLUNTÁRIO " apresenta as despedidas, com os votos de feliz regresso a Pátria querida. Aos que permanecem o desejo que novos companheiros, tão bons como os que saem, venham substituí-los, permitindo a continuidade do sucesso que não pertence a qualquer pessoa em especial., e sim ao Batalhão Brasileiro na Faixa de Gaza.

 

de Theodoro da Silva Junior <theojr@terra.com.br>
data 13/04/2008 09:50
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