Enviado por Theodoro
01-04-2015
Em Curitiba/PR - Solenidade Dia da ONU 2004
Ao centro da foto o então Governador do Paraná - Roberto Requião
A PIRA DE UM BOINA AZUL ....
Estivemos no Oriente Médio e Faixa de Gaza, lá se vão mais de 52 anos para uns, pouco menos para outros.
Na verdade são muitos anos passados.
É muito tempo passado e assim no decorrer do cotidiano, dos últimos anos, vários companheiros nos
deixaram pois já subiram para a outra dimensão.
Talvez em nossas memórias ainda encontramos coisas que tentamos apagar, mas não conseguimos...
Talvez por que após o cumprimento da “Missão de Paz” saímos da UNEF e do Batalhão Suez, mas
aquela experiência não sai das nossas cabeças e pensamentos.
Talvez as agruras que passamos no longínquo Oriente Médio e nas areias de Faixa de Gaza, ainda estejam
vivos em nossos sonhos… Talvez.
Talvez em nossos sentimentos aconteceram outras coisas que tentamos recordar e já não conseguimos,
recorremos aos companheiros de jornada que também esqueceram datas,episódios, acontecimentos… talvez.
Talvez porque nossos ideais e sentimentos de soldados da Paz, da Primeira Força de Paz da ONU,
continuem vivos dentro de cada Boina Azul… Talvez.
Talvez porque tudo o que vimos e ouvimos, realmente tenha passado conosco… Talvez.
Talvez tudo o que passamos naquela verdadeira aventura ainda permaneça em nossos sonhos… Talvez.
Talvez porque somos uma geração que ouviu os Beatles, Bill Halley e seus Cometas, Elvis Presley,
Frank Sinatra, Rolling Stones, Nat King Colle, Ray Coniff, Jovem Guarda das Velhas Tardes de Domingo,
do Cinema Scope, das músicas românticas e muito mais, quando dançávamos com nossas namoradas
de rostos colados, sem pecados, embalados aos sons dessas músicas.
Sofremos as consequências do final da Guerra Mundial, convivemos com a Guerra Fria na luta pela
paz mundial, vimos nascer e morrer ilusões.
Não tínhamos televisor, celular, tele-móvel, internet, patinete, mas afora isso, sempre o que queríamos,
procurávamos e encontrávamos. Fazíamos amor e não tínhamos medo da AIDS. Beber em demasia era
vergonha. Não tínhamos medo do balão, nas noites de São João, quando a noite era longa.
Enfim... quando recordamos aqueles tempos, em nossos devaneios, encontramos naquele passado a nossa
juventude, as amizades sempre perfeitas.
Há cumplicidades e parcerias que o tempo não mata.
Há memórias…
Há ideais,
E há companheirismo e patriotismo.
Theo (TSJ)