20° CONTINGENTE - SD.JOÃO AUGUSTO PEREIRA DE SOUZA


 
 

Servidor que recebeu Prêmio Nobel da Paz quer amparo legal

Edemir Rodrigues Servidor do Estado João Augusto Pereira

Servidor do Estado João Augusto Pereira

 
Campo Grande (MS) – João Augusto Pereira de Souza, da Secretaria de Estado de Governo, é o único servidor do Estado que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1988, por participar da guerra na Palestina, no período de 1957 a 1967, no 20º Contingente do Batalhão Suez, das Forças de Emergência das Nações Unidas – 1ª Força Internacional da Paz.

João Augusto, com os demais colegas brasileiros que participaram no episódio da “Guerra dos Seis Dias” (conflito entre Israel e a frente árabe – com efetiva participação brasileira, como força de paz envidada pela ONU), buscam, junto aos parlamentares do Congresso Nacional, ajuda para serem amparados, por Lei, como os ex-praçinhas, que participaram da 2ª Guerra Mundial (1939 a 1945).

Julgamento em Brasília

Segundo João Augusto, os efetivos do 20º Contingente eram de 327 homens. Destes, um grupo de dez pessoas estiveram no dia 14 de fevereiro, em Brasília (DF), para participar do julgamento sobre a questão, no Supremo Tribunal de Justiça.

“Nós fomos observar o que diriam os nossos juízes do Supremo. O relator, achando que nós tínhamos todo o direito, buscou uma maneira, dentro da lei, de nos atender. Mas não viu uma maneira viável de nos enquadrar na lei que amparava os ex-pracinhas da guerra da FEB (Força Expedicionária Brasileira). Todos os juízes alegaram que examinaram profundamente (o documento) e, infelizmente, não acharam uma maneira de nos enquadrar na Lei. O caso ficaria, então, para os deputados federais ou o Congresso Federal fazer uma lei”, informa Souza.

Também disse que o deputado federal Pompeo de Mattos deve reapresentar o Projeto de Lei sobre o assunto, específico para atender os 327 homens que participaram da guerra. Segundo ele, o deputado federal Nelson Trad e o senador Walter Pereira colocaram-se à disposição para tratarem do assunto. “Eles acham que nós temos esse direito. Vamos começar a fazer um trabalho com todos deputados federais mostrando o que realmente aconteceu, para que a gente consiga esse pleito”.

Guerra sangrenta

João Augusto conta que o Brasil enviou tropas para Suez, a partir de 1957 até 1967. “Foi uma guerra sangrenta, em que nós soldados fomos os verdadeiros escudos. A experiência que eu tive é ver que uma guerra não compensa. Não leva a nada. Foi uma guerra que até hoje ainda continua. Imagina! Um menino de 18 anos, ver cidades, como Rafah e Gaza, da Palestina, completamente destruídas, com milhares e milhares de mortos, tendo que fazer valas públicas para enterrar o pessoal porque o cheiro nessas cidades era insuportável. Ajudei a enterrar os cadáveres”, disse ele, demonstrando tristeza.

Nascido em Bela Vista (MS), João Augusto comenta que, na época, era só ele, do Estado, que fez parte do efetivo do 20º Batalhão Suez. Porém, nos Contingentes 18º e 19º, havia outros soldados mato-grossenses, que participaram somente como tropa de Paz.

“Os dois soldados do Estado que conheci lá foram: Faissal Kabad, que mora em Campo Grande até hoje, e o outro chama Luiz Aristimunho, coincidentemente, belavistense como eu. Encontramos lá no Oriente Médio. Como fui no primeiro avião, do 20º Contingente, eu encontrei, ainda, o Batalhão mato-grossense que estava se despedindo e vindo embora para o Brasil. O 20º Contingente era exclusivamente gaúcho. O único mato-grossense era eu. Tinha sido transferido de Mato Grosso para o Rio Grande do Sul. Estava prestando serviço militar e resolvi participar das Tropas de Paz. E quando cheguei lá o que vi foi uma guerra sangrenta”, lembra João Augusto.

Mais informações (e fotos) no site: www.batalhaosuez.com.br/20contigente.htm
 
 
De: "theojr" <theojr@terra.com.br>
Data: Tue, 04 Mar 2008 04:31:06 -0300
Assunto: Soldado - João Augusto Pereira de Souza - Vigésimo Contingente
 
----Mensagem original----------
De: "Israel Blajberg" iblaj@hotmail.com
Data: Fri, 29 Feb 2008 18:31:01 +0300
Assunto: FW: Servidor que recebeu Prêmio Nobel da Paz quer amparo legal
 

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