18º Contingente - Fotos
Festa do Massalame

 

Massalama é uma palavra árabe cujo significado tem a ver com “despedida”, desde um simples “tchau”, até o derradeiro “adeus”. Na nossa história, tem o significado de “Festa do Adeus”.

Naquele começo do mês de março de 1967, nosso último mês na Faixa de Gaza, a turma estava eufórica, todos do 18º, 18ºA e 19º Contingentes sabiam que no mês seguinte já estariam no Brasil.

Enquanto isso a outra turma, a do 20º Contingente ainda no Brasil (os companheiros gaúchos) curtia também sua euforia, (a mesma que tivemos um ano antes), pois em breve estariam todos na Faixa...

... no nosso maravilhoso e eterno Batalhão Suez!

No dia 04/03/1967 – Sábado, aconteceu a última “Formatura Geral no Batalhão”, que demorou mais que o costume, com entrega de “Medalhas da ONU”, para aqueles que ainda não haviam recebido. Houve também uma espécie de solenidade, de entrega de um quadro pintura que uma Igreja Evangélica do Brasil, enviou para sua co-irmã em Gaza, através de um dos nossos soldados que falava inglês fluentemente, e que a freqüentava.

Depois daquela histórica Formatura, o pessoal da 7ª Cia, inclusive aqueles que serviam nas Fronteiras dos desertos do Negev e do Sinai, subiram nos seus respectivos caminhões Bedfords e seguiram para o Fort Worthington, o nosso PC, situado em Rafah Camp, onde aconteceria a nossa grande festa.

Naquele mês de março aconteceram também os “Massalamas” nas outras Cias: 8º, 9º e CCS.

Sete meses antes participamos do “Massalama” do 17º Contingente.

Desta vez seria o nosso “Massalama” que foi uma festa muito bonita com um grande banquete (foto). Naquele dia aconteceu um fato interessante e ao mesmo tempo triste... encontrei-me com muitos amigos que não via há tempos, todos de uma só vez, infelizmente a maioria pela última vez .

 

 

O nosso companheiro Bosco (foto) pela última vez, de maneira emocionante fez o seu tradicional discurso. O da “nossa despedida“. Como sempre, finalizou com o vovô sentado na velha poltrona, com um dos seus netinhos no colo, fazendo uma retrospectiva da vida...

... ressaltando a grande aventura da sua juventude, naquele lugar muito distante, juntamente com seus saudosos amigos, a maioria perdidos de vista, mas que os guardava no coração...

... e divagando pensava mais uma vez:

“FOI A MELHOR ÉPOCA DA MINHA VIDA”

  E o nosso querido Bosco tinha razão, tanto pelo vovô quanto pelas recordações.

Massalama companheiros Boinas Azuis!!!

Zouain

de stans <zouainsuez@uol.com.br>
data 18/05/2008 11:24
assunto Mais uma História de Suez


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