14º Cont - Ilário Cipriani

Enviado por Cipriani 

26-11-2016

BOM DE PECHINCHA

 

Eu adorava passear em Gaza, andar pelas longas avenidas, ir no estúdio fotográfico

bater uma foto 3X4 e mandar colorir, visitar sua pouco movimentada praia e conhecer

hábitos e costumes do povo árabe.

Certo dia, acompanhado por dois colegas de farda, muito provavelmente os soldados

José Soares e Francisco Cazuo Shirabe, entramos em uma loja de roupas e tecidos,

na principal rua da cidade.

Sempre ouvi falar que, numa loja de árabes, o negócio é pechinchar. Combinamos que eu

iria comprar alguma coisa e iria conseguir pela metade do preço.

Escolhi um tecido para confeccionar um terno. Perguntei o preço e o dono da loja disse

que custava oito libras.

Disse a ele, que por quatro libras ficaria com a mercadoria.

Baixou para sete libras, mas eu insisti que só compraria por quatro libras.

O rolo de tecido estava no balcão e ele com a tesoura na mão.

Baixou para seis e depois para cinco e não se fala mais nisso.

Disse que por quatro não teria negócio.

Agradecemos e saímos da loja.

De repente, estava ele atrás de nós a nos puxar de volta para a loja e com a tesoura

cortando o tecido.

"Habib faz por quatro libras".

Não teve jeito: tive que ficar com o tecido.

 

Sd Cipriani

14 Contingente.

 

 

 

 

 

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